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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

DIA MUNDIAL DA DOENÇA DE PARKINSON

A notícia com o apavorante diagnóstico trocou-lhe as voltas. Tinha apenas 19 anos e “um pequeno tremor”quando soube que os seus sonhos ficariam para trás… era federada como atleta de patinagem artística, praticava ballet e ginástica rítmica e frequentava o curso de engenharia informática. Nesse dia acompanhava o irmão, doente de Parkinson, e o médico não duvidou que também ela padecia precocemente da mesma doença.

Hoje tem 42 anos e continua a desconfiar desse diagnóstico, acreditando que os medicamentos desadequados poderão ter precipitado a evolução da doença.

A idade dificultou mais a aceitação desta notícia, na grande maioria das vezes recebida por pessoas com mais de 60 anos. Além de momentos de grande angústia, revolta e depressão, ela quis também desafiar a doença e atingir metas, entre as quais uma gravidez de risco, passada na cama para evitar as contracções. Hoje são o filho de 11 anos e o marido os seus grandes alicerces, mas também a sua enorme força interior. Nos dias em que a doença se revela mais penosa – em que sente mais ansiedade ou mais dores – fala com a doença ao espelho, tratando-a por “tulipa” (símbolo desta doença).

 

Acusa a excessiva burocracia portuguesa de dificultar a vida a estes doentes e pensa abrir uma delegação da APDPk – Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.

Uma outra história é de um empresário que descobriu a sua doença aos 38 anos quando notou a falta de controlo num dedo da mão. Os três médicos diferentes que consultou foram coerentes no diagnóstico, não havia dúvidas: era Parkinson. No carro, chorou durante quinze minutos, lágrimas de revolta e de incompreensão, por ter Parkinson numa altura tão favorável da sua vida. Quando reagiu fê-lo com determinação: manteve a sua empresa e envolveu-se na APDPk, onde é actualmente vice-presidente, nunca deixou de guiar embora com limitações. Apenas numa coisa o medo falou mais alto e hoje, ainda que casado confessa ter optado por não ser pai com receio de uma eventual transmissão hereditária (cujo papel ainda hoje não é claro). Por sua vez, ele lamenta que os medicamentos não sejam gratuitos e que o governo não a considere uma doença crónica.

Apenas cerca de 10% das pessoas afectadas com a Doença de Parkinson têm menos de 40 anos. Os sintomas mais comuns são tremores, rigidez muscular, lentidão na execução de movimentos, alterações na marcha, desequilíbrios, depressão e incontinência urinária.

Mas há esperança para estes doentes. Quatro anos depois de ter sido introduzida em Portugal a mais moderna cirurgia contra a doença de Parkinson, o hospital de São João no Porto, é um dos dezasseis centros de referência na Europa. Também os Hospitais de Santa Maria, da Universidade de Coimbra e o Santo António no Porto executam esta técnica de estimulação cerebral profunda do núcleo subtalâmico. Actualmente, 105 doentes portugueses com Parkinson têm eléctrodos no cérebro e uma pilha no peito, que lhes aumenta consideravelmente a qualidade de vida, particularmente a independência, já que deixam para trás os movimentos incontrolados, a imobilidade, as quedas e as fraldas. Dos cerca de 2500 novos casos que surgem todos os anos no nosso país, apenas 100 a 120 têm indicação cirúrgica, o que se prende com a delicadeza de intervenção, que inclui o acto de serrar o crânio com o doente acordado para que este vá conversando com o médico. Assim, a cirurgia só é recomendada em pacientes de idade inferior a 70 anos, com o mínimo de 5 anos de evolução da doença e sem qualquer outra alternativa eficaz de terapêutica.

Os restantes serão obrigados a reaprender a viver, conservando o intelecto saudável preso a um corpo sem controlo. No caso destes e neste Dia Mundial de Parkinson, as palavras de esperança são dadas pelo Regente de Anatomia da nossa faculdade e chefe da equipa do Hospital de Santa Maria:

 

“O princípio básico é ensinar que é possível viver com a doença durante muitos anos e com qualidade. Tem que se retirar a ideia

de que o diagnóstico de Doença de Parkinson é um cataclismo.”   

Doutor Gonçalves Ferreira

 

publicado por Dreamfinder às 10:39

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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

A DOENÇA BIPOLAR OU MANÍACO-DEPRESSIVA

 

“Quem sonha de dia tem consciência de muitas coisas

que escapam a quem sonha só de noite.”

Edgar Allan Poe

 

 

Os doentes bipolares viajam, constantemente, do céu ao inferno. Dois pólos, uma vida inconstante e insegura, de extremos emocionais... Em pouco tempo vão do auge da euforia à mais profunda depressão. Por vezes, vão do riso ao choro, quase ao mesmo tempo. Prevê-se que serão cerca de 120 mil portugueses que se revelarão maníaco-depressivos, ou seja, 2% da população adulta.

É uma doença pérfida que não escolhe idades ou sexos, que se encontra escondida durante décadas em indivíduos saudáveis, esperando pelo momento para se revelar. Caracteriza-se por variações acentuadas de ânimo, crises de depressão e mania. Surge em qualquer altura da vida, nas mulheres pode surgir após o parto ou durante a menopausa.

O doente sente-se no início com uma enorme capacidade cerebral e física, não tomando consciência da doença. Os sintomas de mania ou euforia são um humor elevado, com a diminuição da necessidade de dormir, sentindo-se cheios de energia, com o raciocínio acelerado, faladores, autoconfiantes, criativos e até sentindo um aumento na capacidade de trabalho.

A mania provoca excitação/hiperactividade, pensamentos rápidos e desadequados, extravagâncias monetárias excessivas, desinibição, delírios e dificuldades de concentração. Normalmente, por noite, nestes casos, três ou quatro horas de sono bastam até que alcançam o clímax da euforia e do exagero, entram em hipomania, sem acreditarem na doença, achando que o engano é médico. Quando estão em euforia querem brilhar e só na fase depressiva e em queda é que aceitam a doença.

Os sintomas de depressão são uma diminuição do estado de ânimo, cansaço e ansiedade, excesso ou falta de apetite, padrões de sono alterados, lentidão nos pensamentos, maior dificuldade em decidir, auto-desvalorização, sujo sentimento de desespero e de culpa. Nesta fase, existem características que se assemelham às de mania que são a ruptura com a realidade e o delírio. Nesta fase, ouvem vozes, perdem a noção temporal e espacial, até que acabam por ser internados.

Existem medicamentos para estabilizar o humor do doente, uns para controlar a euforia e outros a depressão, actuando ambos ao nível dos neurónios e tendo por base o lítio ou o valproato de sódio (químicos).

 

 

 

 

Uma doença imprevisível, sendo vivida de formas diferentes por cada doente, ainda não sendo bem explicada pela Medicina, apesar de se saber que está relacionada com tendências genéticas, perturbações bioquímicas do cérebro e mudanças hormonais, mas não sofre qualquer influência afectiva. As causas exactas são, até hoje, desconhecidas, mas é uma doença que se sabe ter duas estações do ano, a Primavera e o Verão, épocas em que os bipolares entram em descompensação, embora ainda sem explicação científica.

O doente pode chegar a uma fase de adaptação, com reconstrução da sua vida e com o apoio familiar e social, mas a sociedade nem sempre sabe lidar com esta doença, faltando a sensibilidade necessária à compreensão desta doença mental.

Entre os bipolares famosos destacam-se nomes como os de Sting, Peter Gabriel, Edgar Allan Poe (celebrizou-se com os seus contos de terror psicológico), Ernest Hemingway, Antero de Quental (suicida-se com 50 anos), Florbela Espanca (suicida-se com 37 anos), Victor Hugo (autor de os Miseráveis), Tolstoi (escreveu Guerra e Paz), Virginia Woolf (suicidou-se com 26 anos, depois de uma vida atormentada pela doença), etc...

 

"A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata."

Virgínia Woolf

 

 

publicado por Dreamfinder às 21:44

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007

HIPOCONDRIA - O MEDO DA DOENÇA

 

A hipocondria, também conhecida por nosomania, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, à descrença nos diagnósticos médicos, preocupação e auto-observação constante do corpo. A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.

 

“Os hipocondríacos constroem gaiolas e procuram-lhes a chave de nariz

rente ao chão, surdos ao rumorejar da vida um pouco mais além. Penam de

solidão atarefada. Mas quando se decanta a luz soturna da sua melancolia, não

é raro encontrarmos um depósito de superstição no filtro. Através de uma tortura inquisitorial privada expiram culpas inconfessáveis, mas é o corpo e não a alma a ser resgatado. Flagelando-se com doenças imaginárias, exorcizam maleitas possíveis; pagam indulgências com medo e sofrimento, não dinheiro;

sofrem para não sofrerem; são católicos medievais que se desconhecem.”

Júlio Machado Vaz in O Tempo dos Espelhos

 

As preocupações da pessoa quanto à gravidade da doença são baseadas, muitas vezes, numa interpretação incorrecta das funções normais do organismo. Por exemplo, o ruído dos intestinos e as sensações de distensão e de incomodidade que às vezes ocorrem à medida que os fluidos avançam através do tubo digestivo são normais. As pessoas com hipocondria utilizam tais «sintomas» para explicar a razão por que julgam ter uma doença grave. O facto de serem examinadas e tranquilizadas pelo médico não alivia as suas preocupações; elas tendem a crer que este não conseguiu encontrar a doença subjacente.

Suspeita-se de hipocondria quando uma pessoa saudável com sintomas menores está preocupada com o significado desses sintomas e não reage perante explicações tranquilizadoras depois de uma avaliação cuidadosa. O diagnóstico de hipocondria confirma-se quando a situação se mantém durante anos e os sintomas não podem ser atribuídos à depressão ou a outra perturbação psiquiátrica.

O tratamento é difícil porque uma pessoa com hipocondria está convencida de que tem algo gravemente alterado no seu corpo. Tranquilizá-la não alivia essas preocupações. No entanto, uma relação com um médico atento torna-se benéfica, sobretudo se as visitas regulares se acompanham de uma atitude tranquilizadora para o doente. Se os sintomas não se aliviarem adequadamente, pode consultar-se um psiquiatra para a sua avaliação e tratamento, continuando a manter o acompanhamento por parte do médico de primeiro atendimento.

A hipocondria existe, não é apenas um mito, nem uma doença rapidamente passageira. Para o aumento do número de pessoas hipocondríacas contribui, em parte, o aumento do conhecimento, pelo menos, aquele que é fornecido constantemente pela comunicação social e referente às várias doenças existentes e aos sintomas pelos que as mesmas se manifestam.

Como futuros médicos, devemos estar sensibilizados para este distúrbio psíquico e sensibilizar a população em geral.

 “A hipocondria é isso – um viver dobrados sobre nós mesmos.

Tão obsessivo que a desgraça dos outros, embora real, se vai metamorfoseando,

em simples e apagado mordomo; que anuncia a nossa, imaginada.”

Júlio Machado Vaz in O Tempo dos Espelhos

 

publicado por Dreamfinder às 15:08

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Domingo, 1 de Abril de 2007

A MINHA VIDA SEM MIM

                               

Porque hoje é dia das mentiras pareceu-me bastante adequado escrever sobre um dos filmes que vi, nos últimos tempos, e que mais me marcou : “A Minha Vida Sem Mim.” É um filme que nos permite reflectir sobre a vida e, sobretudo, sobre a morte, particularmente quando ela nos é antecipadamente anunciada. Quando deixamos de nos sentir alguém presente, para nos sentirmos apenas um quase eterno passado. Quando a vida parece uma verdadeira mentira, na qual nos tentámos iludir. Quando deixamos de ser vida, de ser projectos a longo prazo, de ser objectivos, para sermos meses, talvez semanas… Quando apenas a morte é certa. E de tal forma certa que, simplesmente, se perde a força de viver. Porque sabemos, mais do que nunca, que será em vão…

Tudo começou com uma indisposição e um desmaio. No hospital, depois de muitos exames, e de o médico ter ido com ela para uma sala e se ter sentado ao seu lado, informa-a de que tem um tumor nos dois ovários, que atingiu o estômago e começa a espalhar-se pelo fígado. Além disso, é muito nova, motivo pelo qual as células se multiplicam mais rapidamente, e não poderão fazer muito por ela.

 

“- Ann, se tivesse mais anos espalhar-se-ia mais lentamente e podíamos operar. Mas… As suas células são muito jovens, demasiado jovens e receio que não possamos fazer nada.

- Quanto tempo?

- Dois meses, talvez três.”

 

O médico acaba por confessar o motivo que o fez vir para ali, em vez de lhe dar a notícia no seu próprio consultório. Afinal como é que um médico informa um paciente de que vai morrer?

 

“Não consigo sentar-me diante duma pessoa e dizer-lhe que vai morrer.”

 

O médico dá-lhe uns folhetos informativos, e umas receitas que ajudam a aliviar as náuseas. Quando chega a casa Ann mente à família, diz tratar-se de anemia. Perante a certeza da morte, Ann vai pensando na sua vida. Sempre ao lado do mesmo homem, Don. De quem engravidou ainda muito nova e com quem vive, juntamente com as suas duas filhas, numa velha e pequena caravana.

Ann vai escrever uma lista de coisas que deve fazer antes de morrer, vai projectar a sua vida sem ela, com a plena consciência de que a vida não lhe reserva já um lugar, o futuro lhe não pertence - “Things to do before I die”:

 

“1. Dizer às minhas filhas que as amo várias vezes ao dia.

2. Arranjar ao Don uma nova mulher de quem as meninas gostem.

3. Gravar mensagens de parabéns para as meninas até aos 18 anos.

4. Irmos à praia juntos e fazermos um grande piquenique.

5. Fumar e beber tanto quanto eu quiser.

6. Dizer o que penso.

7. Fazer amor com outros homens para ver como é.

8. Fazer alguém apaixonar-se por mim.

9. Ir ver o meu pai à prisão.

10. Pôr unhas postiças (e dar um jeito ao cabelo).”

 

Esta lista evidencia o desejo de alguém que sabe que vai morrer. E como essa certeza é cruel. Ann coloca como tarefas tudo aquilo que nunca fez (fazer amor com outro homem ou fazê-lo apaixonar-se por si), ou o que deveria ter feito mais vezes (dizer às filhas que as ama, ir à praia, ir ver o pai, ter um novo visual) ou ainda preparar um futuro sem ela (gravar mensagens para as filhas e arranjar uma namorada para o Don).

Evidencia também a necessidade de afecto.

 

“Mas nem todas as drogas do mundo vão alterar a sensação de que a tua vida foi um sonho do qual só agora acordas.”

 

Ann acaba por conhecer Lee e iniciar uma estranha relação. Ela passeia com ele, ele lê-lhe livros, encontram-se cada vez com mais frequência.

                    

 

“As capacidades dela desaparecem uma a uma e não há noite nem estrelas, apenas uma cave donde ela nunca pode sair e onde mais ninguém pode ficar. Dão-lhe medicamentos que lhe fazem mal, mas que a impedem de morrer. Por algum tempo. Eles estão assustados. Eu estou assustado.”

(livro de John Berger lido por Lee).

 

Até que Lee lhe revela que está apaixonado por ela, que se sente muitíssimo mal quando a vê partir com o marido e que chora por ela, que quer viver o resto da sua vida com ela, tratar das suas filhas, ser feliz ao seu lado. Ela percebe que foi longe de mais. E nunca mais vai ter com ele pois sabe que o fará sofrer ainda mais.

Ann acaba por deixar também uma mensagem a Don dizendo que o ama e uma mensagem a Lee para que ele saiba que ela se apaixonou verdadeiramente por ele. Mas ela nunca cedeu, nunca disse a ninguém que estava a morrer…

                 

“Havia de ter a sensatez de não folhear os álbuns de fotografias; mas não conseguiria deixar de visualizar as imagens que tinha na cabeça – dos momentos desperdiçados porque se supunham infinitos, das noites em que os dois, cansados, se tinham contentado com uma breve carícia em vez de um enlace impetuoso, voltando as costas um ao outro e dispondo-se a um sono gratificante, na convicção total de que ambos teriam outra oportunidade, no dia seguinte, ou no sábado de manhã. Todas essas oportunidades tinham sido enfiadas numa bola de trapos, que um destino indiferente se encarregara de arremessar para bem longe.”

Jacquelyn Mitchard, Um Natal que não esquecemos

publicado por Dreamfinder às 16:39

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Domingo, 11 de Março de 2007

OPTIMISMO PERANTE A DOENÇA

 

 

 

 

 

A atitude que se tem perante a vida e a doença é uma arma poderosa. Quando uma doença grave surge, normalmente fica-se dominado pelo pânico e pela estupefacção. Nunca se está preparado para que aconteça o pior.

A dicotomia optimismo/pessimismo tem sido objecto de análise e não há dúvidas que quem se deixa apoderar pelo pessimismo, ou seja pela ausência do optimismo leva a que o sistema imunitário fique mais fraco e mais doenças possam surgir.

A ciência pede optimismo perante a doença pois é inegável que existe uma associação estreita entre o bem-estar físico e o psicológico. A nossa atitude positiva perante a vida é determinante em relação à doença.

Psicologicamente deve-se procurar fazer uma reflexão sobre a busca da calma e nunca entrar em depressão. Encarar a vida de um modo optimista é determinante na relação de protecção e redução do risco de se ter uma doença grave. O modo de reagir difere de pessoa para pessoa, mas o mais aconselhável é passar por quatro fases:

- Adaptação: serve para que o doente depois de saber o diagnóstico e do choque do momento, se habituar à ideia e para que volte a existir o controlo que se pensava perdido. É como um processo de luto, que precisa de tempo de “adaptação”.

- Revolta: normalmente o doente pergunta-se “porquê eu?”, sente-se injustiçado, a raiva apodera-se dele, e por vezes a culpa também se achar que a doença surgiu devido a algum comportamento seu perante a vida. A “revolta” a pouco e pouco dá lugar à tristeza.

- Depressão: surge nesta fase primeiramente a ansiedade, a baixa de auto-estima e medo daquilo que vai ou pode acontecer. Apesar de ter agora a ideia interiorizada, precisa de ter alguém para partilhar as angústias (seja um familiar, um amigo ou mesmo o seu médico). É essencial que tenha um espaço onde não tenha de fingir que está a aceitar toda a situação ou que não tem duvidas. A “depressão” toma forma e condiciona a vivência.

- Aceitação: É sem dúvida preciso tempo, para se começar a desdramatizar e depois de analisada, começa-se a sentir que se domina a ideia da doença. Já não é algo estranho e pode-se começar a delinear estratégias de vida e esperança. Um bom sinal é quando se mantém a capacidade para participar nas actividades diárias habituais, assim como o seu papel social perante a família e o trabalho, integrando os tratamentos como forma de “aceitação” no seu ritmo de vida quotidiano.

 

Como diz o provérbio, “A esperança é a última a morrer”, por isso mesmo, não nos podemos esquecer que a Ciência tem muitos recursos e pode haver sempre um amanhã nas vidas que pensamos que vamos perder.

 

“Para os doentes, o mundo começa na cabeceira e acaba no pé da sua cama.”

Balzac

 

publicado por Dreamfinder às 19:25

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